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Sicoob Paulista promoveu webinar com o tema A Retomada Econômica.

Estamos de fato atravessando um momento atípico, com várias crises simultâneas, de origem na questão sanitária, com a propagação do coronavírus em escala global, que rapidamente ocasionou uma crise econômica, social e até política no Brasil.

O Sicoob Paulista promoveu, no dia 13 de agosto, uma live com o tema: “A Retomada Econômica”. Estamos de fato atravessando um momento atípico, com várias crises simultâneas, de origem na questão sanitária, com a propagação do coronavírus em escala global, que rapidamente ocasionou uma crise econômica, social e até política no Brasil. Isso se dá porque temos no mercado um duplo choque de oferta e demanda que potencializa os velhos problemas do país, tais como: pobreza, informalidade, saneamento básico, habitação, educação etc. O reflexo da forte redução da renda trouxe o aumento dos depósitos a prazo e da caderneta de poupança, bem como um cenário econômico com alguns dados favoráveis, como a inflação e juros baixos pela recessão, a forte desvalorização da moeda Real frente ao Dólar e o Euro, o que torna os produtos de exportação brasileiros mais baratos e o câmbio alto facilita as exportações, em especial de comodities e produtos agrícolas.

O encontro contou com as ilustres participações de Carlos Alberto dos Santos (Consultor e professor, especialista em sistema financeiro, pequenas empresas e políticas de desenvolvimento) e Teucle Mannarelli Filho (Professor universitário, administrador de empresas, empresário do agronegócio, conselheiro e fundador do Sicoob Paulista). Marcos Silva (Diretor Geral do Sicoob Paulista) e Maria Antonia de Oliveira Bueno (Diretora de Negócios do Sicoob Paulista) foram os moderadores do bate-papo. Continua em discussão no parlamento e no Governo Federal a reforma tributária, que impacta as empresas, cooperativas e o sistema financeiro. Está circulando a proposta de substituir o PIS e COFINS por uma nova contribuição social sobre os bens e serviços, bem como a proposta de introduzir uma nova CPMF de todas as transações, inclusive justificando-a pelas transações eletrônicas, que são pouco ou nada tributadas. De qualquer modo, toda reforma tributária deve responder à pergunta: ela simplifica e/ou aumenta a carga tributária?

Há um processo enorme de falência de empresas, principalmente, pequenas e médias. Por outro lado, é notável o crescimento exponencial do comércio eletrônico e a aceleração do processo de digitalização. O déficit público tem impacto enorme a partir do próximo ano, no orçamento geral da união, estava previsto para chegar em 90 bilhões de reais e, hoje, está chegando a 900 bilhões, ou seja, já multiplicou por 10 e pode passar de 1 trilhão pelo fato da arrecadação ter caído drasticamente e os gastos aumentarem de forma excepcional. 62% dos brasileiros tiveram uma redução na sua renda ou impacto direto com o emprego. Nas micro e pequenas empresas, 66% tiveram queda brusca no seu faturamento. O auxílio emergencial, algo extremamente importante para auxiliar as pessoas e, de certa forma, sustentar um pouco o consumo da economia, chega a 59 milhões de brasileiros, praticamente 3 vezes o número daqueles que recebem ajuda social do bolsa família.

Por meio de uma forte retração econômica, é plausível falar que a concorrência ficará cada vez mais acirrada em função de novos players/entrantes e novas tecnologias, oportunidade para quem fez uma boa leitura do cenário e consegue inovar e chegar no mercado com um diferencial competitivo. De forma realista, ainda não é possível falar um de pós-pandemia. Há toda uma corrida contra o tempo e altos investimentos da indústria farmacêutica para desenvolvimento da vacina contra o vírus. Sobre o futuro, é possível falar de tendências e traçar cenários, ou seja, uma previsão ou algo possível de se acontecer, mas não uma certeza. É prudente não focar no que muda, pois há um grande grau de incerteza, mas ressaltar o que não muda, pois, de fato, o mundo não acabou e o novo normal não quer dizer tudo mudou ou vai mudar. Com ou sem crise, o que não muda é gestão, qualidade e valor.

Jhonny Magalhães Stanczak, Gerente de Marketing do Sicoob Paulista, elucida que, em momento de crise e de distanciamento social, o DNA do cooperativismo se fortalece mais. Além disso, é possível observar três aspectos: revalorização do papel e importância do Estado para manter empresas e empregos; revalorização da economia local que passa a ser cada vez mais importante; e revalorização das pessoas no que tange ao desenvolvimento, bem-estar social, vida em comunidade e segurança. Tudo isso está intimamente ligado com os princípios do cooperativismo. A cooperativa precisa gerar valor, levando informação, orientação e consultoria ao cooperado, que precisa ver na cooperativa um apoio neste momento de incertezas e desafios.